2025
O plano de misericórdia
Maio de 2025


11:6

O plano de misericórdia

O Senhor é misericordioso e o plano de salvação estabelecido por nosso Pai Celestial é realmente um plano de misericórdia.

Um convite do profeta

Em abril do ano passado, logo após a alegre notícia de que a Igreja havia adquirido o Templo de Kirtland, o presidente Russell M. Nelson nos convidou a estudar a oração dedicatória do Templo de Kirtland, registrada na seção 109 de Doutrina e Convênios. A oração dedicatória, conforme disse o presidente Nelson, “é um tutorial de como o templo fortalece vocês e a mim espiritualmente a fim de enfrentarmos as dificuldades da vida nestes últimos dias”.

Tenho certeza de que seu estudo da seção 109 produziu ideias que os abençoaram. Nesta noite, compartilho algumas coisas que aprendi ao seguir o convite de nosso profeta. O caminho de paz pelo qual meu estudo me conduziu me fez lembrar de que o Senhor é misericordioso e que o plano de salvação estabelecido por nosso Pai Celestial é realmente um plano de misericórdia.

Missionários recém-chamados que servem no templo

Como vocês devem saber, “os missionários recém-chamados são incentivados a receber a investidura do templo o mais rápido possível e a frequentar o templo sempre que as circunstâncias permitirem”. Depois de receberem a investidura, eles também “podem (…) servir como oficiantes (…) antes de começarem o trabalho missionário”.

Passar um tempo no templo antes de entrar no Centro de Treinamento Missionário (CTM) pode ser uma bênção maravilhosa para os novos missionários, à medida que aprendem mais sobre os convênios do templo antes de compartilhar as bênçãos desses convênios com o mundo.

Porém, ao estudar a seção 109, aprendi que, no templo, Deus capacita os novos missionários — na verdade, todos nós — de uma maneira adicional e sagrada. Na oração dedicatória, dada por revelação, o profeta Joseph Smith orou para que “quando [Seus] servos [saíssem] de [Sua] casa (…) para prestar testemunho de [Seu] nome”, o “coração” de “todos os povos” fosse abrandado — tanto os “grandes da Terra” quanto “todos os pobres, [os] necessitados e [os] aflitos”. Ele orou para que “seus preconceitos [cedessem] diante da verdade e [Seu] povo [obtivesse] favor aos olhos de todos; para que todos os confins da Terra [soubessem] que nós, [Seus] servos, ouvimos a [Sua] voz e que [Ele] nos [enviou]”.

Essas são belas promessas para um missionário recém-chamado: fazer com que seus preconceitos “cedam diante da verdade”, “[obter] favor aos olhos de todos” e fazer com que o mundo saiba que ele foi enviado pelo Senhor. Cada um de nós certamente precisa dessas mesmas bênçãos. Que bênção seria se o coração fosse abrandado ao interagirmos com nossos vizinhos e colegas de trabalho. A oração dedicatória não explica exatamente como o tempo que passamos no templo abranda o coração de outras pessoas, mas estou convencido de que isso está ligado ao fato de que o tempo que passamos na Casa do Senhor abranda nosso próprio coração ao nos centralizarmos em Jesus Cristo e em Sua misericórdia.

O Senhor responde à súplica de Joseph Smith quando ele pediu por misericórdia

Ao estudar a oração dedicatória do Templo de Kirtland, também fiquei impressionado com o fato de Joseph ter suplicado repetidas vezes por misericórdia — para os membros da Igreja, para os inimigos da Igreja, para os líderes do país, para as nações da Terra. E, de maneira muito pessoal, ele implorou ao Senhor que se lembrasse dele e tivesse misericórdia de sua amada esposa, Emma, e de seus filhos.

Imagino como Joseph deve ter se sentido quando, uma semana depois, no dia de Páscoa, em 3 de abril de 1836, no Templo de Kirtland, o Salvador apareceu a ele e a Oliver Cowdery e, conforme registrado na seção 110 de Doutrina e Convênios, disse: “Aceitei esta casa, e meu nome aqui estará; e manifestar-me-ei a meu povo com misericórdia nesta casa”. Essa promessa de misericórdia deve ter tido um significado especial para Joseph. E, como o presidente Nelson ensinou em abril passado, essa promessa também “aplica-se hoje a todos os templos dedicados”.

Encontrar misericórdia na Casa do Senhor

Há muitas maneiras pelas quais cada um de nós pode encontrar misericórdia na Casa do Senhor. Isso tem sido verdade desde que o Senhor ordenou a Israel que construísse um tabernáculo e colocasse em seu centro o “propiciatório”. No templo, encontramos misericórdia nos convênios que fazemos. Esses convênios, além do convênio batismal, ligam-nos ao Pai e ao Filho e nos dão maior acesso ao que o presidente Nelson ensinou ser um “tipo especial de amor e misericórdia (…) chamado hesed”, em hebraico.

Encontramos misericórdia na oportunidade de sermos selados à nossa família para a eternidade. No templo, também passamos a entender com mais clareza que a Criação, a Queda, o sacrifício expiatório do Salvador e nossa capacidade de entrar novamente na presença de nosso Pai Celestial — de fato, cada parte do plano de salvação — são manifestações de misericórdia. Pode-se dizer que o plano de salvação é um plano de felicidade precisamente porque é um “plano de misericórdia”.

Buscar o perdão abre a porta para o Espírito Santo

Sou grato pela bela promessa na seção 110 de que o Senhor vai Se manifestar com misericórdia em Seus templos. Também sou grato pelo que ela revela sobre como o Senhor Se manifestará em misericórdia sempre que nós, como Joseph, implorarmos por misericórdia.

A súplica de Joseph Smith por misericórdia na seção 109 não foi a primeira vez que suas súplicas por misericórdia levaram à revelação. No Bosque Sagrado, o jovem Joseph orou não apenas para saber qual era a Igreja verdadeira, mas também “[clamou] (…) ao Senhor por misericórdia, pois não havia nenhum outro a quem [ele] pudesse recorrer para obter misericórdia”. De alguma forma, o fato de ele reconhecer que precisava da misericórdia que somente o Senhor poderia proporcionar ajudou a abrir as janelas do céu. Três anos depois, o anjo Morôni apareceu após o que Joseph diz ter sido sua “oração e (…) súplica ao Deus Todo-Poderoso para pedir perdão por todos os [seus] pecados e imprudências”.

Esse padrão de revelação após uma súplica por misericórdia é conhecido nas escrituras. Enos ouviu a voz do Senhor somente depois de orar pedindo perdão. A conversão do pai do rei Lamôni começa com sua oração: “Abandonarei todos os meus pecados para conhecer-te”. Talvez não sejamos abençoados com essas mesmas experiências extraordinárias, mas para aqueles que às vezes têm dificuldades de sentir que receberam respostas às orações, buscar a misericórdia do Senhor é uma das maneiras mais poderosas de sentir o testemunho do Espírito Santo.

Ponderar sobre a misericórdia de Deus abre a porta para um testemunho do Livro de Mórmon

Um princípio semelhante é belamente ensinado em Morôni 10:3–5. Muitas vezes, simplificamos esses versículos para ensinar que, por meio da oração sincera, podemos saber se o Livro de Mórmon é verdadeiro. Mas essa simplificação pode negligenciar o importante papel da misericórdia. Ouçam o início da exortação de Morôni: “Eis que desejo exortar-vos, quando lerdes estas coisas, (…) a vos lembrardes de quão misericordioso tem sido o Senhor para com os filhos dos homens, desde a criação de Adão até a hora em que receberdes estas coisas, e a meditardes sobre isto em vosso coração”.

Morôni nos exorta não apenas a ler essas coisas — os registros que ele estava prestes a selar — mas também a ponderar em nosso coração o que o Livro de Mórmon revela sobre “quão misericordioso tem sido o Senhor para com os filhos dos homens”. É a ponderação sobre a misericórdia do Senhor que nos prepara para “[perguntar] a Deus, o Pai Eterno, em nome de Cristo, se estas coisas não são verdadeiras”.

Ao ponderarmos sobre o Livro de Mórmon, podemos nos perguntar: é realmente verdade, como Alma ensinou, que o plano de misericórdia estabelecido por Deus garante que todas as pessoas que já viveram nesta Terra serão ressuscitadas, e que “todas as coisas serão restauradas na sua (…) perfeita estrutura”? Será que Amuleque está certo? A misericórdia do Salvador pode satisfazer todas as exigências amargas e reais da justiça que, de outra forma, seríamos obrigados a pagar, mas, em vez disso, “[envolve-nos] nos braços da segurança”?

É verdade que, como Alma testificou, Cristo sofreu não apenas por nossos pecados, mas também por nossas “dores e aflições” para que pudesse “[saber] (…) como socorrer seu povo, de acordo com suas enfermidades”? O Senhor é realmente tão misericordioso, como ensinou o rei Benjamim, que, como uma dádiva gratuita, Ele expiou “os pecados dos (…) que morreram sem conhecer a vontade de Deus acerca de si mesmos ou que pecaram por ignorância”?

É verdade, como disse Leí, que “Adão caiu para que os homens existissem; e os homens existem para que tenham alegria”? É realmente verdade, como Abinádi testificou, citando Isaías, que Jesus Cristo foi “ferido pelas nossas transgressões, moído pelas nossas iniquidades; [e que] o castigo de nossa paz estava sobre ele e pelas suas feridas somos curados”?

Em suma, o plano do Pai, conforme ensinado no Livro de Mórmon, é realmente tão misericordioso? Testifico que sim, e que os ensinamentos sobre misericórdia no Livro de Mórmon são verdadeiros e nos trazem paz e esperança.

Ainda assim, imagino que alguns podem ter dificuldades, apesar de sua fidelidade à leitura e às orações, de sentir o cumprimento da promessa feita por Morôni de que o Pai Celestial “manifestará a verdade [dessas coisas] pelo poder do Espírito Santo”. Conheço essa batalha porque a vivenciei, há muitos anos, quando minhas primeiras leituras do Livro de Mórmon não produziram uma resposta imediata e clara às minhas orações.

Se estiverem com dificuldades, convido-os a seguir o conselho de Morôni e refletir sobre as muitas maneiras pelas quais o Livro de Mórmon ensina “quão misericordioso tem sido o Senhor para com os filhos dos homens”. Com base em minha experiência, espero que, quando fizerem essas coisas, a paz do Espírito Santo possa entrar em seu coração e vocês possam saber, acreditar e sentir que o Livro de Mórmon e o plano de misericórdia que ele ensina são verdadeiros.

Expresso minha gratidão pelo grande plano de misericórdia do Pai e pela disposição do Salvador em executá-lo. Sei que Ele Se manifestará em misericórdia em Seu templo sagrado e em cada parte de nossa vida se O buscarmos. Em nome de Jesus Cristo, amém.

Notas

  1. Ver Russell M. Nelson, “Alegrar-se com a dádiva das chaves do sacerdócio”, Liahona, maio de 2024, p. 119.

  2. Russell M. Nelson, “Alegrar-se com a dádiva das chaves do sacerdócio”, p. 121.

  3. Manual Geral: Servir em A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, item 24.5.1, Biblioteca do Evangelho.

  4. Como acontece com todas as bênçãos do templo, a concessão dessas bênçãos por Deus depende do cumprimento dos convênios que fazemos no templo. Ver Russell M. Nelson, “Vencer o mundo e encontrar descanso”, Liahona, novembro de 2022, p. 96. “Cada pessoa que faz convênios (…) no templo — e os guarda — recebe acesso ampliado ao poder de Jesus Cristo.”

    Como outro exemplo, considere a declaração da Primeira Presidência sobre o uso do garment do templo: “Ao guardar seus convênios, inclusive o sagrado privilégio de usar o garment conforme instruído nas ordenanças iniciatórias, você terá maior acesso à misericórdia, à proteção, à força e ao poder do Salvador” (Manual Geral, item 26.3.3.2, grifo do autor).

  5. Doutrina e Convênios 109:55–57.

  6. Ver Russell M. Nelson, “O Senhor Jesus Cristo voltará”, Liahona, novembro de 2024, p. 122: “Eis minha promessa a vocês: cada pessoa que busca sinceramente a Jesus Cristo O encontrará no templo. Vocês sentirão Sua misericórdia”.

  7. Ver Doutrina e Convênios 109:34: “Tem misericórdia deste povo e, como todos os homens pecam, perdoa as transgressões de teu povo; e que sejam apagadas para sempre”.

  8. Ver Doutrina e Convênios 109:50.

  9. Ver Doutrina e Convênios 109:54. Joseph também rogou ao Senhor “que [tivesse] misericórdia dos filhos de Jacó, para que Jerusalém, [daquela] hora em diante, [começasse] a redimir-se; e o jugo da servidão [começasse] a retirar-se da casa de Davi; e os filhos de Judá [começassem] a regressar às terras que [o Senhor deu] a Abraão, seu pai” (Doutrina e Convênios 109:62–64).

  10. Ver Doutrina e Convênios 109:68.

  11. Ver Doutrina e Convênios 109:69. O dicionário Oxford English define misericórdia como “clemência e compaixão demonstradas a uma pessoa que está em uma posição de impotência” (“mercy,” oed.com). A misericórdia, assim como a graça, é uma expressão do amor e da bondade de Deus — Seu hesed. Enquanto a misericórdia se concentra em evitar a punição que merecemos, a graça se refere geralmente ao fato de Deus nos dar bênçãos que não merecemos e sem levar em conta o mérito.

  12. Doutrina e Convênios 110:7.

  13. Em uma manifestação personalizada de misericórdia, foi dito a Joseph e Oliver: “Eis que perdoados vos são vossos pecados; estais limpos diante de mim; portanto, erguei a cabeça e regozijai-vos” (Doutrina e Convênios 110:5).

  14. Russell M. Nelson, “Alegrar-se com a dádiva das chaves do sacerdócio”, p. 119. O presidente Nelson disse: “Eu os convido a ponderar sobre o que essa promessa do Senhor significa pessoalmente para vocês”.

  15. Ver Bible Dictionary, “Tabernacle”: “O Santo dos Santos continha apenas uma peça de mobília: a Arca da Aliança. (…) Sobre a arca e formando uma tampa estava o propiciatório. Ele servia, com a arca embaixo, como um altar no qual era realizada a maior expiação conhecida pela lei judaica. Sobre ele era aspergido o sangue da oferta pelo pecado do Dia da Expiação (Levítico 16:14–15). O propiciatório era o lugar da manifestação da glória de Deus (Êxodo 25:22)”.

  16. Russell M. Nelson, “O convênio eterno”, Liahona, outubro de 2022, p. 5. Como o presidente Nelson salientou, hesed não tem um equivalente preciso em inglês, mas sua tradução mais comum no Velho Testamento é misericórdia. Das 248 vezes que a palavra hesed aparece na versão do rei Jaime do Velho Testamento em inglês, mercy (misericórdia) é usada 149 vezes, kindness (bondade) 40 vezes, e lovingkindness (benignidade) 30 vezes (ver Blue Letter Bible, blueletterbible.org/lexicon/h2617/kjv/wlc/0-1/).

  17. Ver Manual Geral, item 27.2. O Salvador ensina que nenhum de nós pode ir ao Pai a não ser por meio Dele (ver João 14:6). Em Doutrina e Convênios, o Salvador nos dá uma bela descrição de Sua súplica por misericórdia em nosso favor:

    “Ouvi aquele que é o advogado junto ao Pai, que está pleiteando vossa causa perante ele —

    Dizendo: Pai, contempla os sofrimentos e a morte daquele que não cometeu pecado, em quem te rejubilaste; contempla o sangue de teu Filho, que foi derramado, o sangue daquele que deste para que fosses glorificado;

    Portanto, Pai, poupa estes meus irmãos que creem em meu nome, para que venham a mim e tenham vida eterna” (Doutrina e Convênios 45:3–5).

  18. O presidente Jeffrey R. Holland disse certa vez: “Sem dúvida, a coisa que Deus mais aprecia no fato de ser Deus é a emoção de ser misericordioso, especialmente com os que não esperam misericórdia e que, com frequência, acham que não a merecem” (“Os trabalhadores da vinha”, A Liahona, maio de 2012, p. 33). Ver também Doutrina e Convênios 128:19: “Agora, o que ouvimos no evangelho que recebemos? Uma voz de alegria! Uma voz de misericórdia do céu; e uma voz de verdade saindo da Terra; alegres novas para os mortos; uma voz de alegria para os vivos e os mortos; boas novas de grande alegria”.

  19. Alma 42:15. A misericórdia sempre esteve no centro do plano de salvação. Três escrituras do advento são ilustrativas. Néfi conclui o primeiro capítulo do Livro de Mórmon dizendo: “Eis, porém, que eu, Néfi, vos mostrarei que as ternas misericórdias do Senhor estão sobre todos aqueles que ele escolheu por causa de sua fé, para torná-los fortes com o poder de libertação” (1 Néfi 1:20).

    Em Êxodo 34:6, o Senhor proclama Seu nome a Moisés: “Senhor, Senhor Deus misericordioso e piedoso, tardio em irar-se e grande em benevolência e verdade”. Algumas pessoas sugerem que esse versículo pode ter sido citado pelos profetas do Velho Testamento mais do que qualquer outro versículo do Velho Testamento (ver, por exemplo, Bible Project, “The Most Quoted Verse in the Bible”, bibleproject.com/podcast/most-quoted-verse-bible/).

    No Novo Testamento, no livro de Lucas, lembre-se de que Zacarias ficou “mudo, e não [podia] falar” por ter duvidado da promessa do anjo de que Isabel, em sua velhice, daria à luz um filho, que seria João Batista (Lucas 1:20). Quando a voz de Zacarias finalmente voltou, ele ficou “cheio do Espírito Santo” e, na primeira declaração pública que fez de que o tempo do Messias havia finalmente chegado, ele profetizou que o Senhor viria “para manifestar misericórdia a nossos pais, e lembrar-se do seu santo convênio, e do juramento que fez a Abraão, nosso pai” (Lucas 1:67, 72–73; grifo do autor).

  20. Textos sobre os tópicos do evangelho, “Relatos da Primeira Visão”, Biblioteca do Evangelho; ver especialmente o relato de 1832.

  21. Joseph Smith—História 1:29. Doutrina e Convênios 20:5–6 nos dá outra descrição do papel do arrependimento nessas duas poderosas visões. Joseph disse que “ninguém [devia crer que ele fosse] culpado de quaisquer pecados grandes ou malignos”, mas que ele “[sentia-se] condenado por [suas] fraquezas e imperfeições” e precisava de perdão (Joseph Smith—História 1:28, 29).

  22. Ver Enos 1:1–8.

  23. Alma 22:18. A oração de Alma, “Ó Jesus, tu que és Filho de Deus, tem misericórdia de mim”, resultou em uma enxurrada de luz e alívio da dor (ver Alma 36:17–20). O presidente Jeffrey R. Holland disse certa vez sobre a súplica de Alma: “Talvez essa oração, embora breve, seja a mais significativa que possa ser proferida em um mundo decaído. Sejam quais forem as orações que fizermos, sejam quais forem as outras necessidades que tenhamos, tudo de alguma forma depende desta súplica: ‘Ó Jesus, tu que és Filho de Deus, tem misericórdia de mim’” (Our Day Star Rising: Exploring the New Testament with Jeffrey R. Holland, 2022, pp. 170–171).

  24. O élder Kyle S. McKay ensinou belamente: “A vida de arrependimento constante de Joseph lhe deu coragem para chegar ‘com confiança ao trono da graça, para que [pudesse] alcançar misericórdia’” (“Hoje, ao profeta louvemos”, Liahona, novembro de 2024, p. 61).

  25. Morôni 10:3.

  26. A súplica de Morôni é um complemento para a declaração de Néfi no início do Livro de Mórmon, em que ele afirma seu próprio propósito ao escrever nas placas: “Eu, Néfi, vos mostrarei que as ternas misericórdias do Senhor estão sobre todos aqueles que ele escolheu por causa de sua fé, para torná-los fortes com o poder de libertação” (1 Néfi 1:20).

  27. Morôni 10:4.

  28. Ver Mórmon 9:13.

  29. Alma 40:23: “A alma será restituída ao corpo e o corpo, à alma; sim, e todo membro e junta serão restituídos ao seu corpo; sim, nem mesmo um fio de cabelo da cabeça será perdido, mas todas as coisas serão restauradas na sua própria e perfeita estrutura”.

  30. Alma 34:16. Ao considerarmos o quanto o Senhor tem sido misericordioso, podemos ser tentados a desconectar a misericórdia da justiça — a pensar que somente a misericórdia amorosa de nosso Pai Celestial pode superar a justiça. Porém, como Alma ensinou, “o plano de misericórdia não poderia ser levado a efeito se não fosse feita uma expiação; portanto, o próprio Deus expia os pecados do mundo, para efetuar o plano de misericórdia, para satisfazer os requisitos da justiça, a fim de que Deus seja um Deus perfeito, justo e também um Deus misericordioso” (Alma 42:15; grifo do autor).

    Nem todo o amor misericordioso que o Salvador tem por nós poderia nos salvar. Em vez disso, foi o fato de Ele sofrer as exigências reais e dolorosas da justiça que nos salvou. Isso não diminui, é claro, a importância de Seu amor. Certamente foi Seu amor por nós — e Seu desejo de fazer a vontade do Pai, que também nos ama — que O levou a estar disposto a sofrer (ver João 3:16; Doutrina e Convênios 34:3). Mas o amor sozinho não funcionaria.

    Às vezes, podemos nos concentrar tanto em Seu amor por nós do jeito que somos que perdemos de vista o fato de que, do jeito que somos — como homens e mulheres naturais cujo comportamento inevitavelmente fica aquém do cumprimento dos mandamentos —, é preciso que a justiça seja satisfeita. Se compreendermos de maneira errada e imaginarmos o Seu amor como algo que elimina as exigências da justiça, diminuiremos a dádiva de Seu sacrifício expiatório e o sofrimento que Ele fez para pagar o terrível preço da justiça. Seria desanimadoramente irônico se o Seu amor por nós fosse entendido como algo que tornasse desnecessário o Seu sacrifício expiatório. É muito melhor olhar diretamente para as exigências plenas da justiça e ser grato por Ele ter nos amado o suficiente para suportar essas exigências reais em nosso favor.

  31. Alma 7:11–12.

  32. Mosias 3:11.

  33. 2 Néfi 2:25.

  34. Mosias 14:5.

  35. Morôni 10:4.

  36. Morôni 10:3.

  37. O presidente M. Russell Ballard nos incentivou a prestar “testemunho do que [nós sabemos], do que [cremos] e do que [sentimos]” (“Lembrar-se das coisas que mais importam”, Liahona, maio de 2023, p. 107).

  38. Ao dar essa sugestão, não pretendo oferecer uma “fórmula” substituta para um testemunho da veracidade do Livro de Mórmon ou do evangelho. Como ensinou o élder David A. Bednar, a revelação pode vir como uma “luz acendida em um quarto escuro”, onde a revelação é recebida “rápida, completa e integralmente”. Ela também pode vir como um “aumento gradual de luz que irradia do sol nascente (…), ‘linha sobre linha, preceito sobre preceito’ (2 Néfi 28:30). (…) Essas comunicações do Pai Celestial gradual e mansamente ‘[destilam-se] sobre [nossa] alma como o orvalho do céu’ (Doutrina e Convênios 121:45). Esse padrão de revelação tende a ser mais comum do que [incomum]” (“O Espírito de revelação”, A Liahona, maio de 2011, p. 88).