Mensagem da Área
Reconhecer a voz do Senhor em meio às tempestades da vida
Após um dia cansativo durante o qual ministrou a várias pessoas, o Salvador Jesus Cristo “ordenou que passassem para o outro lado” (Mateus 8:18; ver também Marcos 4:35), para a margem leste do mar da Galileia (ver Jesus, O Cristo, cap. 20). Seus discípulos, então, rapidamente fi zeram os preparativos para uma travessia de barco. No entanto, “se levantou uma tempestade tão grande que o barco era coberto pelas ondas” (Mateus 8:24; ver também Marcos 4:37). A tempestade deve ter sido realmente muito assustadora, uma vez que seus discípulos (vários deles experientes pescadores) temeram pela própria vida. Em meio a essa situação alarmante, o Salvador dormia na popa do barco. Desesperados, os discípulos acordaram o Mestre, suplicando: “Não te importa que pereçamos?” (Marcos 4:38). “Salva-nos, que perecemos!” (Mateus 8:25).
Após ter tido Seu sono interrompido, Jesus Se levantou e “repreendeu os ventos e o mar” (Mateus 8:26), dizendo: “Cala-te, aquieta-te” (Marcos 4:39) e acalmou a tempestade. Em seguida, Sua gentil reprovação aos discípulos foi instrutiva: “Por que temeis, homens de pouca fé?” (Mateus 8:26). “Por que sois tão tímidos? Por que não tendes fé?” (Marcos 4:40).
É interessante notar que o Salvador identifi cou a falta de fé dos discípulos no incidente que tinham acabado de vivenciar. Em parte, a falta de fé manifestada por eles tem a ver com o fato de terem esquecido (ou não plenamente compreendido) que o Salvador do mundo, o Deus do céu e da terra, “ordenou que passassem para o outro lado” (Mateus 8:18). Se haviam sido ordenados por Aquele que com Sua palavra criara “mundos incontáveis” (Moisés 1:33), como poderiam os discípulos supor que o comando de passar para o outro lado seria impedido pelas forças da natureza?
Cada um de nós, ao enfrentarmos as tempestades da vida, podemos nos ver na mesma situação dos discípulos antigos, não compreendendo as palavras do Senhor ou não exercendo fé em Seu poder. Nesses momentos, é essencial reconhecermos a voz do Senhor e segui-la. Como ensinou o presidente Russell M. Nelson: “Nosso Pai sabe que quando estamos cercados de incerteza e medo, o que mais nos ajuda é ouvir Seu Filho. Isso acontece porque quando procuramos ouvir — realmente ouvir — Seu Filho, somos guiados para saber o que fazer em qualquer circunstância” (“Ouvir o Senhor”, Conferência Geral de Abril de 2020).
Em nossos dias, precisamos estar atentos ao discernirmos a verdade do erro e reconhecermos a voz do Senhor. Como o presidente Nelson aconselhou: “Nos dias que estão por vir, não será possível sobreviver espiritualmente sem a orientação, a direção, o consolo e a infl uência constante do Espírito Santo” (“Revelação para a Igreja, revelação para nossa vida”, Conferência Geral de Abril de 2018).
Cada um de nós poderá reconhecer a voz do Senhor e ouvi-Lo ao estarmos em lugares santos (ver D&C 45:32): nosso lar, a reunião sacramental e a adoração no templo. Nesses locais teremos melhores condições de ouvir o Senhor, de reorganizar nossos sentimentos e pensamentos e de tomar melhores decisões que nos permitirão navegar pelas tempestades da vida.
Oro para que cada um de nós permaneça no “velho barco chamado Sião” (M. Russell Ballard, “Deus Está ao Leme”, Conferência Geral de Outubro de 2015; M. Russell Ballard, “Para Quem Iremos Nós”, Conferência Geral de Outubro de 2016), reconheça a voz do Senhor e ouça-O para que possamos ter vida em abundância (ver João 10:10). ■