”Iosepa”, Histórias do mundo: Havaí, 2019
”Iosepa”, Histórias do mundo: Havaí
Iosepa
Em abril de 1854, um rapaz de 15 anos que havia ficado órfão recentemente, chamado Joseph F. Smith (que um dia se tornaria o sexto presidente da Igreja), foi chamado para servir missão no Havaí. Antes de partir, Smith recebeu a promessa em uma bênção de que “pelo dom de Deus e também pelo estudo” aprenderia havaiano. “Essas pessoas são muito bondosas”, escreveu Smith depois de chegar ao Havaí, “e vão fazer tudo o que puderem para nos ajudar a aprender a língua”. Em três meses, Smith estava orando, dirigindo reuniões, cantando hinos, dando discursos e administrando ordenanças no idioma havaiano.
Enquanto serviu lado a lado com os havaianos, morando com eles e frequentando suas reuniões, Smith desenvolveu um profundo amor por eles. Os santos também tinham grande afeição por Smith, a quem chamavam de “Iosepa”. Quase no fim de sua missão, Smith ficou doente e foi levado para a casa de Ma Manuhi‘i, uma irmã da Igreja de 25 anos que morava em Molokai. Ela o ajudou a recuperar a saúde e foi como uma mãe para ele.
Durante a vida de Joseph F. Smith, os santos do Havaí nunca lhe saíram do pensamento. Em 1864, ele voltou ao Havaí para corrigir os problemas causados pela influência negativa de Walter Murray Gibson e ajudar a estabelecer um novo local de reunião. Em outra missão no Havaí, de 1885 a 1887, ele ficou particularmente interessado em ajudar os santos havaianos a receber as bênçãos do templo.
Em 1887, como as leis que restringiam a emigração relaxaram um pouco, Smith ajudou alguns santos havaianos a irem para Utah. No entanto, as barreiras causadas pelo idioma e o preconceito racial fizeram com que fosse muito difícil encontrar trabalho em Salt Lake City. Em 1889, um comitê, que incluía três irmãos havaianos, escolheu um local de assentamento a 120 quilômetros de distância no Vale da Caveira. Os santos havaianos deram à sua cidade o nome de Iosepa e fizeram o melhor possível para viver no deserto, por mais difícil que fosse.
Em 1915, Joseph F. Smith, que então já era o sexto presidente da Igreja, visitou o Havaí mais uma vez. Quando chegou, uma senhora idosa correu para ele, dizendo: “Iosepa, Iosepa!” Virando-se, o presidente Smith reconheceu Ma Manuhi‘i. “Mamãe, mamãe”, disse ele ao abraçá-la. “Minha velha e querida Mama!” Ao viajar para as ilhas, ficou maravilhado com o progresso dos santos naquela terra. Certa noite, Smith, o apóstolo Reed Smoot e o bispo presidente Charles Nibley caminharam pelo terreno da capela I Hemolele, uma capela localizada em Laie. Enquanto caminhavam, Smith sentiu que um templo deveria ser construído onde a capela fora construída e imediatamente dedicou o terreno.
Acredita-se que a fotografia tenha sido tirada na dedicação do Templo de Laie Havaí, em 27 de novembro de 1919.
Embora tivesse falecido antes de o templo ter sido dedicado, o Templo de Laie Havaí abençoou aqueles que Smith amava. Depois da dedicação do templo em 1919, Ma Manuhi‘i foi uma das primeiras pessoas a receber as ordenanças do templo. Ela disse que, ao participar das cerimônias do templo, “ouviu a voz do falecido presidente Smith dizer Aloha para ela”.