Vem, e Segue-Me
Nossa Páscoa — O sacramento
Há um elo comum entre a antiga Páscoa e nosso sacramento semanal.
Ilustrações: Alyssa Tallent
Antes que os antigos israelitas pudessem sair do cativeiro no Egito, foi-lhes pedido que obedecessem a instruções específicas do Senhor para que o anjo destruidor os poupasse ou passasse por eles (ver Êxodo 12). Depois de deixarem o Egito, os israelitas celebraram uma festa anualmente, chamada de Páscoa, para se lembrarem de como o povo do convênio foi libertado pelo Senhor.
Durante a última semana de Sua vida mortal, Jesus Cristo estava em uma ceia de Páscoa. Hoje chamamos essa refeição de A Última Ceia. O Salvador usou essa ocasião para apresentar a ordenança do sacramento, da qual participamos todas as semanas hoje em dia. (Ver Mateus 26:26–28; Lucas 22:19–20; Doutrina e Convênios 20:77, 79.)
Aqui estão dois pontos em comum entre a primeira Páscoa, a Última Ceia do Senhor e o sacramento de hoje que podem nos ajudar a lembrar de nossa libertação por meio do Salvador.
O Pão
Páscoa judaica: Durante sete dias, os israelitas comeram pão ázimo (que além de ser mais rápido de preparar, é menos propenso a mofo e decomposição).
A Última Ceia: Jesus Cristo abençoou e partiu o pão ázimo da Páscoa e o distribuiu aos discípulos. Ele disse aos discípulos que o comessem em lembrança de Seu corpo, que Ele sabia que em breve seria sacrificado e morreria, mas ressuscitaria.
Sacramento: Comemos pão em lembrança do corpo de Jesus Cristo.
Jesus Cristo é o pão da vida. Por meio de Sua Ressurreição, todos seremos ressuscitados com um corpo perfeito, incorruptível e imortal. Ele nos livra da morte.
O sangue do cordeiro
Páscoa judaica: O cordeiro da Páscoa era um cordeiro macho imaculado de um ano de idade. Ele era morto, e seu sangue era recolhido em uma tigela. O hissopo (uma erva) era molhado na tigela e utilizado para espalhar o sangue ao redor do batente da porta de casa. Esse era o sinal exterior que identificava o povo do convênio do Senhor que deveria ser poupado pelo anjo destruidor para que pudessem ser libertados do cativeiro no Egito.
A Última Ceia: Jesus Cristo usou vinho para representar Seu sangue. Ele disse a Seus discípulos que o bebessem em lembrança de Seu sangue, que seria derramado por eles para a remissão dos pecados e como parte de um novo convênio.
Sacramento: Bebemos água em lembrança do sangue de Jesus Cristo.
Jesus Cristo é o Cordeiro de Deus. Seu sangue foi derramado enquanto sofria por nossos pecados e enfermidades. Seu sangue — Seu sacrifício — nos purifica. Ele nos livra do pecado.