Devocionais da Sociedade de Socorro
Somos todos abençoados pela influência e fé das mulheres


11:39

Somos todos abençoados pela influência e fé das mulheres

Devocional da Sociedade de Socorro — 2026: Um encontro mundial de mulheres

Domingo, 8 de março de 2026

Queridas irmãs, sinto-me feliz por poder participar deste maravilhoso evento da Sociedade de Socorro. Sou grato por tudo o que vivenciamos hoje. Amei as mensagens da presidente Camille N. Johnson, da irmã J. Anette Dennis e da irmã Kristin M. Yee.

Tenho sido abençoado com mulheres excepcionais em minha vida e sou eternamente grato pela influência que tiveram sobre mim. Não tenho palavras para expressar minha gratidão. Elas buscam a excelência em todos os aspectos da vida, mas deram ênfase a sentir e apreciar o amor de Deus na vida delas.

Minha esposa, Mary, é um exemplo disso e ela procura viver “sempre vendo o lado positivo da vida”.

Sinto uma grande responsabilidade de falar a vocês, mulheres maravilhosas. Vocês têm meu amor e minha admiração por quem são e por seu compromisso com o Senhor e Sua Igreja neste mundo difícil.

Queridas irmãs, não subestimem o poder e o impacto de sua influência capaz, amorosa e sensível sobre pessoas com quem convivem. Vocês abençoam muitas pessoas ao se esforçarem para viver uma vida cristã.

Às vezes, em seu desejo sincero de seguir a Jesus Cristo e fazer o bem, vocês podem sentir que, não importa o quanto trabalhem ou o que façam, nunca é suficiente. Às vezes, apesar de todos sentirem que vocês estão “fazendo tudo certo”, vocês podem se sentir inadequadas e ineficazes. No entanto, o excelente trabalho que fazem, a bondade que demonstram e o amor que expressam são bênçãos imensuráveis para aqueles que têm o privilégio de conviver com vocês, e isso é o suficiente!

Vivemos em uma época turbulenta. O mundo, literalmente, está em grande agitação. Muitos dos desafios estão na esfera espiritual. São questões sociais que nós, individualmente, não conseguimos necessariamente resolver, mas que, no entanto, nos preocupam. Convencer as pessoas a escolher a retidão é um desafio antigo. Sempre houve “oposição em todas as coisas”. A diferença hoje é que os céticos do “grande e espaçoso edifício” parecem ser mais barulhentos, mais contenciosos e menos tolerantes do que em qualquer outro momento de minha vida.

Na verdade, esses tipos de desafios sempre existiram. Um ano antes de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias ser organizada, o profeta Joseph Smith estava traduzindo o Livro de Mórmon. O Senhor revelou a Joseph e Oliver Cowdery o que hoje é a seção 6 de Doutrina e Convênios. Ela contém conselhos para tempos difíceis.

O Senhor os consolou: “Não temais, pequeno rebanho; fazei o bem; deixai que a Terra e o inferno se unam contra vós, pois se estiverdes estabelecidos sobre minha rocha, eles não poderão prevalecer”. Ele também os aconselhou: “Buscai-me em cada pensamento; não duvideis, não temais. (…) Sede fiéis, guardai meus mandamentos e herdareis o reino do céu. Amém”.

Ao pensarmos naqueles primeiros santos, somos profundamente tocados pelas dificuldades que enfrentaram e pelo exemplo que deram de reconhecer o amor de Deus e ministrar uns aos outros.

A base ou o ponto de partida para analisar nossa vida e nosso compromisso com o evangelho de Jesus Cristo é o batismo.

Para muitos de nós, exceto para os recém-conversos e os mais jovens, nosso batismo aconteceu há muitos anos. O grande profeta Alma nos fala de forma eloquente quando declara: “E agora, eis que eu vos digo, (…) se haveis experimentado uma mudança no coração, se haveis sentido o desejo de cantar o cântico do amor que redime, eu perguntaria: Podeis agora sentir isso?”

Alma continua com uma mensagem profunda que é completamente relevante para nossos dias. Ele essencialmente pergunta aos santos: “Se eles fossem chamados para morrer, estariam preparados para encontrar Deus?” Alma então enfatiza quatro qualidades para sermos inocentes perante Deus.

Primeiro: Somos suficientemente humildes? De certa forma, isso é um retorno ao requisito do batismo — humilhar-nos e ter um coração quebrantado e um espírito contrito.

Segundo: Estamos despidos de orgulho? Ao falar de orgulho, Alma aconselhou a não pisar o Santo sob os pés e a não nos encher de orgulho, pondo nosso coração nas coisas vãs do mundo e nas riquezas, supondo que somos melhores que os outros, perseguindo os que são humildes.

Terceiro: Estamos despidos de inveja? Para aqueles que têm grandes bênçãos, mas não sentem gratidão porque só se concentram no que os outros têm, a inveja pode ser muito prejudicial. A inveja no estilo de vida aumentou à medida que a fama e a fortuna substituíram a fé e a família como a principal aspiração de grande parte da sociedade.

Quarto: Zombamos de um irmão ou uma irmã ou os perseguimos? No mundo de hoje, vemos muito disso nas mídias sociais.

Pode haver algo mais relevante para as questões que existem em nossos dias do que essa mensagem sobre orgulho, inveja e perseguições?

O principal debate em grande parte do mundo é sobre questões materiais e econômicas do dia a dia. No entanto, fala-se muito pouco sobre voltar aos princípios cristãos centralizados na preparação para o encontro com Deus e na condição de nosso espírito. Precisamos centralizar nossa vida e dar mais ênfase às questões espirituais.

Sempre me sinto inspirado ao lembrar dos acontecimentos que antecederam a dedicação do Templo de Nauvoo. Fico particularmente impressionado com a fé das irmãs. O atributo principal que prevalece é a fé das irmãs. A fé que elas tinham no evangelho restaurado de Jesus Cristo e no profeta da Restauração, Joseph Smith, era extraordinária.

Essas mulheres dedicadas demonstraram sua fé no significado eterno da investidura e do selamento no templo pelos sacrifícios que estavam dispostas a fazer. Elas sacrificaram seu tempo e os poucos recursos que tinham. Também realizaram, por designação, as primeiras ordenanças realizadas no Templo de Nauvoo. Enquanto ajudavam a preparar os santos para deixar Nauvoo, muitas das irmãs registraram que auxiliavam nas ordenanças do templo durante o dia e depois passavam grande parte da note cozinhando e lavando. No entanto, elas deixaram claro que a fé e o conhecimento que lhes foram concedidos no templo permitiram que se regozijassem ao viajarem rumo ao desconhecido e cruzarem as planícies.

Historicamente, as mulheres têm maior responsabilidade pelo lar e pelos filhos e, por isso, desenvolvem um desejo de segurança e estabilidade. A fé das irmãs ao estarem dispostas a deixar Nauvoo pelo desconhecido foi inspiradora.

Os sentimentos registrados pela irmã Bathsheba Smith, enquanto ela se preparava para partir, são comoventes. Ela viu as turbas reunidas contra os santos no Missouri, e estava presente quando o apóstolo David W. Patten foi morto. Enquanto enfrentava o êxodo de Nauvoo, ela escreveu:

“Minha última ação naquele local tão querido foi arrumar os cômodos, varrer o chão e colocar a vassoura no lugar de sempre, atrás da porta. Depois, cheia de emoção (…) , fechei a porta suavemente e encarei um futuro incerto, (…) encarei-o com fé em Deus e com a convicção de que o evangelho seria estabelecido de forma permanente no Oeste e que seus princípios são verdadeiros e perenes, convicção essa tão firme quanto a que me acompanhou durante as aflições enfrentadas no Missouri”.

A irmã Smith registrou a pobreza, as doenças e as privações que os santos sofreram a caminho do Oeste. Em março de 1847, a mãe dela faleceu e no mês seguinte nasceu seu segundo filho, John. Seu registro é breve: “Ele foi meu último filho e viveu apenas quatro horas”.

Posteriormente, ela se tornou diretora do Templo de Salt Lake e a quarta presidente geral da Sociedade de Socorro.

Se tivéssemos que caracterizar o atributo mais significativo de nossas irmãs pioneiras, seria sua fé inabalável no Senhor Jesus Cristo.

Acredito que as mulheres da Igreja hoje são igualmente fortes e fiéis. Quando olhamos com clareza, a fé é uma expressão de amor e apreço pelo Salvador. Graças ao sacrifício expiatório Dele, nenhuma decepção é definitiva e praticamente nenhuma transgressão é irremediável. Ao concentrarmos nossa fé em Jesus Cristo e permanecermos no caminho do convênio, poderemos alcançar nossas metas eternas.

As circunstâncias atuais exigem que aumentemos nossa conversão individual e fortaleçamos nossa fé no Pai Celestial, em Jesus Cristo e em Sua Expiação. A doutrina da Igreja e as escrituras fornecem um mapa inspirado para ajudar vocês a fazer escolhas justas. O profeta do Senhor, o presidente Dallin H. Oaks, fornece orientação específica para nossos dias. O Senhor tem nos preparado, linha sobre linha, para os tempos trabalhosos que agora enfrentamos.

Independentemente de nossas provações, com tantas orientações espirituais que temos hoje, seríamos ingratos se não apreciássemos nossas bênçãos.

Obrigado por quem vocês são e pelo que fazem. Testifico que Jesus é o Cristo, o Salvador e Redentor do mundo. Ele vive e nos concede o amor e a orientação de que precisamos para retornar a Ele. Presto testemunho disso em nome de Jesus Cristo, amém.